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Bicho Geográfico: sintomas e tratamento.

29/11/2017

Sintomas:
O primeiro sinal da infecção é o aparecimento de um ponto vermelho e saliente no local por onde a larva penetrou. Os outros – coceira intensa que piora à noite, linhas tortuosas e vermelhas, inchaço, formação de pápulas eritematosas, sensação de movimento debaixo da pele – podem demorar de minutos até semanas para manifestar-se. Enquanto isso, a larva permanece como se estivesse adormecida sob a pele. Quando começa a movimentar-se, a lesão progride cerca de 1 cm por dia no tecido subcutâneo, uma vez que a larva não consegue atingir os intestinos do doente, como ocorre nos cães e gatos.
Tratamento:
Em alguns poucos casos, a Larva migrans cutânea dispensa tratamento específico, porque as lesões desaparecem espontaneamente. No entanto, não está afastado o risco que possam reaparecer tempos depois.
Na fase em que a infecção está ativa, a aplicação de gelo sobre a lesão na pele ajuda a aliviar a coceira e a diminuir o edema. De maneira geral, está estabelecido que a baixa temperatura ajuda a matar a larva. Por isso, há quem defenda o emprego de neve carbônica (gelo seco) e do cloreto de etila como alternativa terapêutica nas infecções pelo bicho geográfico.
Nos outros casos, dependendo do estágio da doença, o tratamento da infecção por esse parasita intestinal pode exigir a indicação de medicamentos anti-helmínticos e antiparasitários sob a forma de pomadas ou comprimidos (tiabendazol, albendazol). Há restrições para a indicação da ivermectina, que pertence a mesma classe de medicamentos, mas pode produzir efeitos colaterais indesejáveis em crianças menores de cinco anos e mulheres grávidas.
Anti-inflamatórios e antibióticos são medicamentos necessários quando as lesões dermatológicas provocadas pela migração das larvas são extensas e apresentam sinais de infecção.
Depois de dois ou três dias de iniciado o tratamento, o paciente começa a sentir a melhora dos sintomas. No entanto, a orientação médica deve ser seguida à risca e a medicação mantida até que a infecção esteja completamente debelada.


Dr. Eduardo M. Otani - Hospital Santa Maria de Goioerê - Fone: (44) 3522-1144.

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