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Crise epilética: como ajudar?

22/04/2016

1. Coloque-a deitada e retire de perto objetos que possam lhe machucar. A área ao seu redor deve ficar livre.

2. Não impeça seus movimentos. Não a segure, não lhe dê tapas nem jogue água ou qualquer outra substância líquida.

3. Proteja-lhe a cabeça para que ela não bata no assoalho com os movimentos. Para isso, basta colocar um objeto macio embaixo da cabeça, como uma almofada, para impedir que a pessoa se machuque.

4. Não insira nenhum objeto na boca da pessoa, pois isso pode feri-la ou aumentar o risco de aspiração de líquidos, como saliva.

5. Levante seu queixo para facilitar a passagem de ar e vire-a de lado, para que ela não aspire saliva ou vômito. A região da boca deve permanecer seca para facilitar a entrada de ar e evitar a aspiração de líquidos pelas vias aéreas. A epilepsia não é transmissível, portanto não há problema em limpar a região oral.

6.  Afrouxe-lhe as roupas.

7. Atenção: crises com duração maior que cinco minutos devem ser tratadas como emergência médica, assim como as que se repetem em um intervalo de cinco minutos sem que a pessoa recupere a consciência. Isso pode acontecer na primeira manifestação da doença, quando o paciente abandona o tratamento ou mesmo quando faz uso regular das medicações, ou ainda como complicação de alguma outra doença associada, como uma infecção, por exemplo. Nesses casos, chame uma ambulância.

8. Não tente proteger a língua da pessoa, pois ela poderá mordê-lo ou se machucar. A crença popular de que é possível enrolar e engolir a língua  durante a crise não tem fundamento. A língua é um músculo e, como os demais, também se contrai durante a crise. O máximo que poderá acontecer é o paciente mordê-la e feri-la, mas ela cicatrizará normalmente depois.

Dr. Eduardo M. Otani - Hospital Santa Maria de Goioerê - Fone: (44) 3522-1144.

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